Caros leitores, o "Relier" mudou de destino.
Não de endereço web ou para um pais exotico, mas para a Bélgica, onde me encontro desde ontem ao fim da tarde, apos um "apelo" e uma necessidade de ver a minha mãe que por aqui ainda se encontra, e que teria a sua viagem de regresso planeada para o Porto hoje mesmo.
Passo a explicar.
O destino, seja la o que isso for ou a definição que encontrarem na "wikipédia", é algo de estranho e contra o qual pouco podemos fazer, ja que ele nos "da as voltas" com uma capacidade estranha e fora do normal. Assim, estava predestinado, ha cerca de 2 meses, uma passagem, da minha mãe, de uma semana por Paris e de outra semana pela Bélgica. Fizemos reserva da viagem de 10 a 25 de Março. A primeira data foi mudada por um feliz acaso do destino, ja que, como aqui deixei referido, a minha mãe veio 15 dias mais cedo para a Bélgica para tomar conta dos netos, fruto de uma viagem da minha irmã e cunhado à América (o que gosto desta palavra...). E assim foi: passou os primeiros 15 dias em Marialoop e, de seguida, tomou rumo à capital mais visitada do mundo, para passar uns dias com o seu filho. Na 5a feira passada voltou à Bélgica, onde contaria passar um bom bocado extra, e "descansar" das caminhadas que deu por Paris, até ao dia de hoje, em que voltaria para o nosso cantinho à beira mar plantado, e para junto do meu pai.
Se a primeira viagem foi trocada por um evento que apenas traduzia felicidade e bem-estar, a viagem de hoje foi adiada por motivos nada agradaveis, e que me conduziram, ontem, até paragens Belgas.
Desde ha uns tempos que a minha mãe andava com tosse, sintomas respiratorios altos, mas bem disposta. Andou bem por Paris. 6a feira passada, começa a "crise": febre e mialgias, muitas mialgias e, apesar de tudo, uma ligeira melhoria da tosse, assim como uma quebra do estado geral importante.
Se a minha mãe estivesse em Portugal ou até em Paris, saberia o que haveria de fazer. Na Bélgica, tornou-se um bocadinho mais complicado. Domingo pedi à minha irmã para arranjar um antibiotico que cobrisse agentes "atipicos". Como é logico, a minha irmã não consegue, do "pé para a mão", arranjar medicamentos sem receita médica. A minha mãe ajudou à festa, desvalorizando os sintomas e dizendo "isto não é nada, é uma gripe...". Segunda feira veio o médico a casa. Ë o médico de familia, aparentemente muito simpatico. Viu a minha mãe, auscultou-a, fez exame ao "xixi" e, no final disse: "Ë virico" - claro esta que disse isto em Neerlandês, sendo que sou incapaz de o escrever naquele idioma. Receitou-lhe Aspegic, e disse que demorava uns dias a passar.
Ontem de manhã, em Paris, e acometido por um impulso, e antes de sair de casa, pensei: vou levar os antibioticos que tenho na minha pasta. E assim foi.
Cerca do meio-dia liguei à minha mãe. Estava combalida, com uma voz doente.
Foi ai que decidi, vou à Bélgica.
Disse no hospital que tinha que sair e expliquei os motivos. Claro esta que ninguém disse que não.
Fui directo à Gare du Nord, tinha TGV dali a 20 minutos, e la vim para a Bélgica. Ë, de facto, a grande vantagem de se estar num local central como Paris.
Cheguei ca a casa com um presente para a minha mãe, que comprei em Lille enquanto esperava pelo meu cunhado. Lembro-me bem de estar doente, quando era pequenino, e a minha mãe, de cada vez que saia à rua, voltava com algum brinquedo novo, ou uma guloseima. Sabia bem, e fazia melhor do que qualquuer medicamento.
Vi a minha mãe, e examinei-a, quando parei na auscultação pulmonar e ouvi crepitações medio-basais direitas. Conclusão: a minha mãe estä com uma pneumonia. Resolvemos não ir ao hospital (o que me aperta o coração, ja que estou habituado a socorrer-me de todos os exames e mais alguns) dado o adiantado da hora, e pelo facto do meu cunhado dizer que, àquela hora não lhe iriam fazer nada, nem sequer um Rx de torax, e que ficaria internada à espera do dia de hoje. Assim, comecei de imediato os antibioticos, para cobrir agentes tipicos e atipicos (viagens de avião, aeroportos, ares condicionados, enfim...). Agora, aguardamos que o "mata-bicho" faça efeito.
Ficarei aqui, pelo menos, até amanhã, na esperança que rapidamente veja melhoras no estado da minha mãe.
Rapidas melhoras, mãe.
Beijo, com amor,
do teu filho,
Fil
Mosassaurídeo
Há 9 anos
8 comentários:
Olá Filipe
desejo rápidas melhoras à tua mãe.
beijinhos
Meu querido amigo nem sei o que te diga...vivam os médicos portugueses que tu tão bem representas!!!
Um grande beijinho de melhoras para a tua Mãe.
(aspegic...nem estou em mim!!!)
Ainda meio ensonada e já a caminho da minhas apressadas abluções matinais pré-fisioterapia, lembrei-me de abrir o computador e procurar o teu blog. (algumas vezes ler-te é necessário para pôr o moral mais perto das nuvens...) Nunca pensei que o meu ânimo passasse a desânimo tão rapidamente; é como tu dizes, há partidas que as circunstâncias (o destino!) nos pregam que nos põem KO. Feliz lembrança a tua de ir à Bélgica e viva o TGV. Oxalá a tua mãe e minha irmã fique boa rapidamente. Um beijo grande para ela e para ti também.
A Cris exprimiu bem o meu (nosso)espanto: ASPEGIC?!!! Nem belgas, nem franceses, só médicos portugueses (alguns!!!).
Até breve.
Uma grande beijoca à super-mãe do Filipe! Aposto que já combateu os bichos todos!
Rápidas melhoras. Grande beijo aos dois.
Manela
PS: por cá o que tem "pegado" melhor é o "Avelox" (moxifloxacina)
Pouca sorte da minha SuperTia... obra do acaso ou destino, chamem-lhe o que quiserem. Mas nada é por acaso!
E quase estive eu para ir à prima... seria pouco conveniente.
Estou certa que vai recuperar rápidamente, pois com tanto amor e carinho , somando o AVELOX , só pode mesmo ficar Super BOA!
Milhões de beijos para ST , as melhoras e mil em ti.
E
Obrigado a todas!
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