Caros leitores,
apos este desalinhamento astral que condicionou as adversidades na minha vida no decorrer da semana passada, das quais vos tive ao corrente, eis que chega o momento da bonança, com tudo a "entrar nos eixos" e, nomeadamente, na rotina diaria de: casa - hospital - casa.
Contudo, os dias estão maiores e o sol brilha. De manhã ainda faz algum frio (qualquer coisa como 3°C esta manhã), sendo que, no "après-midi" fica mais quente, qualquer coisa como 15°C: é a loucura, é o Verão!
Nos intensivos de hepatologia, onde amanhã começarei o meu ultimo mês de trabalho, estamos a "meio-gaz". E porquê? Devido às infecções nosocomiais. Primeiro, ha cerca de uma semana e meia atras, o Estafilococos aureus meticilino resistente. Depois, e desde ha uma semana, o célebre Acynetobacter baumanni, que ja matou uma doente... No total de 16 doentes (8 camas de intensivos de hepatologia e 8 camas de intensivos de cirurgia digestiva) 4, estão infectados com este bicho que, além de ser meio ruim, é resistente a todos os mata-bichos que temos ao dispôr. Assim sendo, e por forma a evitar a contaminação de uns pacientes para os outros, tomou-se a precaução de fechar alguns dos quartos, pelo que dos 8 doentes que normalmente temos a nosso cargo cuidamos, de momento, de apenas 6. So admitimos hepatites agudas fulminantes vindas de outros hospitais e doentes para transplante hepatico. Segundo me apecebi, estamos a um doente para fechar a unidade. Ja pensei em passar as mãos por um dos contaminados, não as lavar e ir, de seguida, observar um outro doente... Je rigole!!!
(Mas la que ja me passou pela cabeça, ja!)
Seja como for, e como ando bem disposto, trabalho bem, sem quaisquer problemas.
Na semana passada tive mais duas visitas ca por casa: a visita numero 246 e numero 247 respectivamente, sendo que a numero 246 veio até Paris para, além de gastar um dinheiro monumental em compras, para passar o seu aniversario.
Fui um mau anfitrião e pouco lhes fiz companhia. Chegaram no domingo passado, e fizemos um grande passeio, como de costume. Desta fez foi maior ainda pois, além de termos ido por Marrais fora até à Bastille e depois Ille St Louis, Cité e St Germain, prolongämos o passeio até à Torre Eiffel, sendo que acabämos por voltar de metro, de novo, até St Germain, para comer num restaurante Mexicano que tem uma brasileira à porta, à qual ja tinha prometido voltar, de uma das vezes que passei naquela viela. Não, não pensem os meus queridos leitores que frequento zonas estranhas com ambientes menos proprios. Trata-se de uma das inumeras pequenas ruelas em St Germain, repletas de restaurantes de todas as nacionalidades e mais alguma, sendo que numa das minhas ultimas incursões àquela zona, onde fui jantar com a minha mãe, fomos interpelados pela tal brasileira que falava francês e trabalhava num restaurante mexicano. Enfim... é a torre de Babel!
Segunda feira, mal cheguei do hospital saimos para jantar fora e, Terça-feira, nem cheguei a voltar do hospital...
Assim, deixei as minhas convidadas sozinhas, a aproveitarem Paris e o meu super-espaço de 34 metros quadrados. Quando voltei, 5a feira à noite, ja era tarde. Foi o tempo de cantar os parabéns à meia noite e ir para a caminha.
6a feira, depois do jantar, mais uma jantarada, desta feita, na casa mais velha de Paris, a casa de Nicolas Flamell, o famoso alquimista, que fica aqui mesmo ao virar da esquina, e que recomendo vivamente. Farä parte do "Guia das estrelas morfes do Nery" dentro em breve. Depois do jantar, gentilmente oferecido pela aniversariante (finalmente que alguém me oferece o jantar!!!), fomos a um bar de jazz, também ele perto de casa, onde se esteve francamente bem.
Säbado de manhã, levantei-me, fui comprar croissants simples, com chocolate e torsades para todo o mundo (a Dra Brandoa também dormiu ca em casa), e fugi para a Bélgica.
O resto, ja vocês sabem.
Bonne soirée à tous,
Fil
Mosassaurídeo
Há 9 anos





